O seu programa de gravação permite-o criar um único ficheiro com toda a mistura. Faz isto através do processamento de todas as faixas, todos os efeitos, movendo-se através de todos os processos automáticos presentes numa mistura e dando origem a um ficheiro no seu formato de eleição. No caso de querer gravar a música num CD, um destino comum, este ficheiro deverá ser do tipo .wav a 16 bit 44.1kHz ou como alternativa aplicar uma resolução mais elevada: 24 bit a 96kHz e depois aplicar mais um programa dedicado a masterização, para dar os retoques finais e criar o produto final antes de lhe reduzir a qualidade para 16 bit 44 kHz.
É espantoso como uma coisa tão pequena consegue causar tanto medo e turbulência no coração das grandes empresas de música. Mas nada disto é novo, existia um anúncio no início dos anos 80 que propagandeava "As gravações caseiras estão a matar a música", tal não aconteceu nem irá acontecer. A indústria musical está em mudança e irão haver baixas neste percurso, no entanto quando a poeira assentar as grandes empresas irão continuar na frente, mas esperemos, que com um maior respeito pelos artistas e consumidores.
Em 1995 o instituto Fraunhofer, na Alemanha, concentrou os seus esforços no enconding áudio (todos os outros standards MPEG envolvem vídeo) e foi assim que surgiu o MP3, "Qualidade de CD" com cerca de 1/12 do tamanho original. Conclusão, em vez de demorar uma hora com uma ligação lenta, em formato MP3 uma musica pode ser descarregada em meio minuto, ou ainda melhor poderá fazer a reprodução em tempo real, directamente da página de Internet. Surge assim o acesso imediato as suas músicas.
Com toda a confusão, alegações, ameaças e medos a cercar o formato MP3, foi necessário uma empresa forte com uma mão firme, para atravessar toda estes problemas e encontrar uma solução que apresente lucros, neste caso a Apple. Tudo no iPod é um trabalho de génio, o marketing, o factor "cool", o design e o produto em si. O iPod pôs a música digital na moda e o iTunes facilitou a sua venda. Se não está familiarizado, o iPod é o equivalente ao antigo Walkman da Sony, mas em vez de cassetes, este possui um pequeno disco interno, onde podem caber 20.000 músicas em formato MP3. A beleza disto é que poderá ripar toda a sua colecção de CD´s para dentro do seu iPod, seleccionar "shuffle" e ouvi-las até ao fim da sua vida. Para muitas pessoas fartas da rádio, e fora de contacto com as listas de êxitos, trouxe a música de volta as suas vidas. O iTunes é como uma loja de música gigante, onde em vez de se vender CD´s completos, as músicas são vendidas individualmente. Existem milhões de faixas para seleccionar e todos os dias são adicionadas mais ainda. Poderá fazer uma pré audição de 30 segundos para cada música, para que possa "testá-la" antes de a comprar - genial, embora não tão barato como a maioria dos consumidores desejaria.
A maioria dos programas de gravação/edição áudio vêm com um MP3 encoder incluído. Quando estiver a realizar misturas poderá optar por exportar a mistura como um ficheiro MP3. Existem vários níveis de compressão e qualidade de som disponíveis no encoding de um MP3, os quais afectam o tamanho do ficheiro. 128kbps é geralmente o standard para o equivalente à qualidade CD, o que é aceitável para a maioria das pessoas. No entanto para um ouvido treinado, são perceptíveis algumas falhas, como a esmagamento de frequências altas, em especial alguns pratos de bateria, e portanto utilizar o encoding a 256kbps costuma fazer desaparecer estas falhas mas duplicando o tamanho do ficheiro.